A gasolina está ficando mais cara? Prepare-se porque ela vai ficar ainda mais

No dia a dia vemos diversos comentários de um pessoal que alega que privatizando a Petrobras a gasolina ficaria mais barata.

Não precisamos de muito esforço muito para descobrir o quanto essa alegação é mentirosa.

Vamos à lógica.

Toda a empresa privada tem um único objetivo: o de buscar lucro. E como você pagaria mais barato por isso?

Se fosse assim a gasolina dos postos Ipiranga, Shell e muitas outras marcas não deveriam estar mais em conta? Mas por que os preços são sempre muito próximos ou iguais?

 

Privatização da BR Distribuidora

A BR Distribuidora começou a ser privatizada em 2019 e o processo foi concluído em 2020. Sentimos muito em lhe dizer, mas isso já refletiu no seu bolso.

Isso porque quando pertencia à Petrobras, ela não pensava exclusivamente nos lucros. Por ser estatal, ajudava a regular os preços de mercado e a segurar os preços dos outros postos.

Você já percebeu que perto dos feriados os preços dos combustíveis disparam? Isso se chama cartel. É ilegal mas acontece com frequência.

Quando a BR Distribuidora era estatal, ela também ajudava a reduzir esse tipo de abuso.

Com uma potência que comanda 24% da distribuição de gasolina e 31% da distribuição de diesel no país, essa ex-empresa pública tão importante para os brasileiros foi entregue sem muito alarde.

Afinal ser proprietária de 17,8% dos mais de 40 mil postos de combustíveis espalhados pelo Brasil faz diferença, sim, no preço final dos combustíveis.

 

Mas ainda vai piorar

Se os brasileiros já sofrem porque o governo atual abriu mão da distribuição dos combustíveis no país, o passo para encarecer ainda mais a sua gasolina está por vir.

Está em pauta avançada a privatização de 8 das 13 refinarias da Petrobras. Juntas, elas são responsáveis por 50% da capacidade do refino no Brasil.

São elas: Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (Six), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).

Elas foram criadas em diferentes pontos do Brasil para garantir abastecimento nas diferentes regiões do país.

Mas para justificar essa venda, o governo diminuiu a produção do refino no nosso país. Isso mesmo, as refinarias brasileiras, que atuavam com cerca de 95% de sua capacidade, agora operam em cerca de 60%.

E para encarecer mais ainda no seu bolso, o Brasil compra o produto refinado de outros países.

Se você já acha que paga a gasolina mais cara do planeta, que já desmentimos aqui, sentimos em lhe dizer que estamos seguindo por esse caminho.

Além disso, vender as refinarias é desfazer de ciência, tecnologias e descobertas, como o diesel renovável, que produzimos ao longo de mais de 60 anos de história da Petrobras.

Somos uma potência mundial e construímos esse legado. Não podemos deixar que tirem tudo isso do povo.

A Petrobras precisa ficar conosco!

 

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