A Petrobras está deixando de ser uma empresa integrada (e isso é muito ruim para o Brasil)

A maioria as empresas petrolíferas do mundo, sejam estatais ou privadas, são integradas. Quando o preço do petróleo cai no mercado internacional (por causa de guerras ou de redução do consumo, por exemplo) os setores de refino e distribuição conseguem suportar as dificuldades que a área de exportação do petróleo cru sofre.

Desde 2016, os governos Temer e Bolsonaro estão levando a Petrobras para o caminho oposto, focando cada vez mais na extração e na venda do petróleo cru. E isso é perigoso para o Brasil.

A integração vertical compreende atuação em todos os segmentos da atividade petrolífera, da extração à distribuição, passando por transporte e refino, envolvendo também atividades correlatas de energia.

Já a integração nacional é a presença em todas as regiões do país, com atuação voltada a todas as demandas locais, desde os grandes centros até as localidades mais remotas onde, inclusive, não seria tão lucrativo para as empresas privadas.

Mais do que buscar apenas o lucro (como fazem as empresas privadas), a Petrobras cumpre uma função social: ser fornecedora de energia e contribuir para o desenvolvimento nacional.

E em um país como o Brasil, as duas coisas (lucro e desenvolvimento social) podem andar juntas.

Desde a sua fundação, em 1953, a Petrobras tem como um de seus principais objetivos oferecer combustível para que o Brasil não dependa dos interesses das empresas estrangeiras.

E isso com desenvolvimento e maior uso possível de tecnologia nacional (chamada de conteúdo local), gerando menores preços. Além disso, nos países mais desenvolvidos, o petróleo sob controle do Estado é utilizado para gerar crescimento econômico e social.

Governos inteligentes não abrem mão disso.

Mas se o atual governo brasileiro continuar com a política de destruição da Petrobras, seja pela desintegração ou pela privatização, o Brasil perderá a oportunidade de se tornar um dos países mais prósperos do planeta.

Nenhum desses interesses pela desintegração é legítimo e voltado de verdade ao futuro do Brasil.

Por isso é necessário que a Petrobras seja sempre integrada e voltada para os interesses do país e de seu desenvolvimento econômico e humano.

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