Desde 2016, governos reduziram 74% dos investimentos Petrobras no meio ambiente

Pelos riscos envolvidos, as atividades do setor de petróleo e gás requerem uma política muito firme de responsabilidade com a natureza.

Por ser estatal, a Petrobras cumpre à risca esse compromisso e é uma das empresas que mais investe em pesquisas, tecnologias e inovações em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).

No entanto, desde 2016, quando Michel Temer assumiu a Presidência da República, o Brasil tem reduzido esforços e investimentos na segurança ambiental de suas atividades e, principalmente, no monitoramento da costa brasileira.

Resultado: sem esse cuidado, nosso país está cada vez mais exposto a acidentes e tragédias ambientais, como a de 2019, quando um vazamento gigantesco de óleo devastou praias nordestinas e chegou até a região Sudeste.

Por negligência, o governo demorou mais de um mês para começar a agir. Quando resolveu intervir, já era tarde: a mancha estava se espalhando sem controle e o governo não tinha mais condições de identificar a sua origem.

Como de costume, o governo tentou colocar a culpa em algum inimigo invisível, mas sem ter provas. Até hoje não se sabe quem foi responsável pelo derramamento.

 

Qual foi o tamanho da queda dos investimentos?

Michel Temer assumiu o poder em 2016. Se contarmos os investimentos nos quatro anos anteriores, de 2012 a 2015, a Petrobras destinou mais de R$ 1,4 bilhão em projetos socioambientais.

Entretanto, nos quatro anos seguintes, contanto também o primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro, esse valor despencou: apenas R$ 383 milhões de 2016 a 2019, uma queda de quase 74%.

 

Como os cortes aumentaram os riscos ambientais?

Os cortes nos investimentos em projetos socioambientais são símbolos de uma mudança na política do governo para a Petrobras.

A empresa, sob os governos Temer e Bolsonaro, está cada vez mais priorizando a exploração venda do petróleo cru e reduzindo o compromisso com as outras áreas que são importantes para o país, incluindo a área de SMS.

Um dos impactos mais visíveis está nas Gerências de Articulação e Contingência, responsáveis por realizar o monitoramento e prevenir tragédias ambientais.

O número de gerências caiu de cinco para três. Aquela que realizava a vigilância da região Norte se juntou à do Nordeste. A do Sul agora se incorporou à de São Paulo, que já realiza também a região do Centro-Oeste.

Com acúmulo de trabalho e menos estrutura, o monitoramento ambiental perdeu capacidade, deixando a Costa Brasileira ainda mais vulnerável.

Se ocorrer um novo derramamento de óleo, as consequências serão ainda piores ao meio ambiente.

 

Qual é o legado da Petrobras na área ambiental?

Por ser uma empresa estatal, a Petrobras realizou investiu pesado para conquistar avanços nos últimos 20 anos que permitiram ampliar sua capacidade de cuidar dos brasileiros.

A companhia tem o compromisso de reduzir impactos ambientais de seus projetos e evitar que seus funcionários sejam expostos a substâncias tóxicas e doenças graves em suas atividades.

Além disso, a Petrobras possui vários planos que auxiliam na implementação de boas práticas ambientais. Entre eles, estão ações de uso e reuso correto da água, patrocínios a projetos que auxiliam na defesa da fauna e da flora brasileira, desenvolvimento de biocombustíveis e processos de licenciamento ambiental rigorosos.

Por falta de compromisso do governo atual, todas essas políticas ambientais estão sendo desmanteladas.

Cortar investimentos na Petrobras é fazer com que um compromisso de décadas seja desfeito e o meio ambiente, do qual dependemos, se torne frágil.

Para garantir um desenvolvimento sustentável e uma vida melhor para os brasileiros, a Petrobras precisa urgentemente mudar de rumo e voltar a servir como instrumento de proteção ao meio ambiente.

 

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