Mais de 1.400 serviços públicos foram criados ou reestatizados por países desenvolvidos (você vai se surpreender com o 2º país)

Quem pretende lucrar com a privatização da Petrobras e de outras empresas públicas espalha a mentira de que a iniciativa privada irá oferecer serviços melhores e mais baratos. Aí tentam convencer que isso vai garantir “mais eficiência, qualidade, investimentos, livre concorrência e menos corrupção”. Não é bem assim que funciona.

Se isso fosse verdade e as empresas privadas sozinhas conseguissem entregar qualidade e proporcionar desenvolvimento econômico e social, por que muitos países desenvolvidos que privatizaram seus serviços públicos estão voltando atrás?

Esse fenômeno se chama “reestatização”. Em outras palavras, é quando um serviço privatizado retorna ao controle estatal (federal, estadual ou municipal).

Neste texto, vamos explicar com detalhes os motivos dessa “onda de reestatização” que está acontecendo em várias partes do mundo (principalmente em países mais ricos e desenvolvidos) e por que privatizar não seria um caminho saudável para a Petrobras e para o Brasil.

 

As pessoas querem serviços de qualidade

Segundo estudo do Transnational Institute (TNI), apresentado em maio de 2020, nos últimos anos pelo menos 924 serviços que haviam sido privatizados foram reestatizados e 483 novos serviços foram criados em 58 países.

Cinco nações lideram o ranking. A lista é um balde de água fria nos defensores do Estado mínimo, porque muitos desses países são considerados “paraísos capitalistas” por aqueles que defendem as privatizações a qualquer custo:

1º – Alemanha: 411

2º – Estados Unidos: 220

3º – França: 156

4º – Espanha: 119

4º – Reino Unido: 110

 

Falta de eficiência e qualidade no atendimento

O argumento de que empresas privadas são mais eficientes cai por terra quando analisamos o motivo das reestatizações:

1) Aumentar a capacidade de renda da população

2) Aumentar o investimento para melhorar os serviços para a população

3) Melhorar a relação custo-benefício (ou seja, aprimorar a eficiência)

4) Alcançar resultados que beneficiam a população e o planeta

5) Reduzir os preços para os cidadãos

6) Melhorar as condições de trabalho dos funcionários

7) Aumentar o controle popular e democrático

A maioria dos serviços reestatizados ou criados está no setor energético (374) e de saneamento básico (311 serviços, que promovem o acesso à água potável, ao tratamento de esgoto e de resíduos).

Só na Alemanha (4ª maior economia do mundo), foram 305 serviços na área energética. Na França (6ª economia), 109 eram do setor de saneamento. Nos Estados Unidos (país mais rico do planeta) foram 71 nessa mesma área, para reduzir as tarifas aos cidadãos.

Também foram criados ou reestatizados serviços de:

  • 233 de administração local (55 só no Reino Unido e 40 na Espanha, em moradia, meio ambiente, alimentação, emergência, manutenção, prisões e outros)
  • 192 em telecomunicações (só nos Estados Unidos foram 145)
  • 138 em Saúde e serviço social (40 no Chile, para reverter os efeitos da fracassada da Reforma da Previdência, que ocorreu na década de 1980)
  • 85 de coleta de lixo
  • 47 em transporte
  • 38 na Educação

 

Por que o Brasil vai na contramão?

Os países mais ricos e mais desenvolvidos estão apostando na valorização do serviço público e das estatais para beneficiar a população. São governos que prioriza, bem-estar, aumento da renda, redução dos custos e melhoria do atendimento porque se importam com as pessoas.

Por que o governo brasileiro quer aplicar uma política que comprovadamente não deu certo no mundo inteiro?

Porque a prioridade é beneficiar quem já tem muito. As elites que, apesar de todas as barbaridades, continuam apoiando o governo porque estão se dando bem. Estão ficando mais ricas, enquanto a população brasileira está voltando a empobrecer.

Enquanto os países ricos estão reestatizando a área de energia (que é estratégica), o governo brasileiro quer privatizar a Petrobras e a Eletrobras (geração e distribuição e energia elétrica).

Governos inteligentes estão reestatizando o saneamento básico porque entendem o quanto isso é importante para o futuro, mas o governo e o Congresso Nacional estão privatizando o acesso à água potável, que é um dos bens mais valiosos da humanidade.

Isso porque o atual governo e grande parte dos políticos agem como office-boys de interesses privados. O compromisso com o próprio povo é zero.

A velha mídia repercute a mesma ideia porque seus patrocinadores estão ansiosos para se apossarem desses serviços e começarem a lucrar sobre as necessidades da população.

Além disso, basta lembrar que investigações mostraram que durante a chamada “privataria” dos anos 1990, os membros do governo responsáveis pelas privatizações ganharam fortunas, por facilitar a compra para empresas que pagaram muito abaixo do valor real de cada estatal.

 

Privatizar a Petrobras nunca será solução!

O Brasil tem condições de ser autossuficiente no setor de petróleo e gás, gerar centena de milhares de empregos e renda em todo o país, mas a falta de compromisso do governo com a própria população está levando nosso país para um caminho perigoso.

Tudo isso vai reduzir imensamente nosso potencial de crescimento.

Vender uma empresa tão importante quanto a Petrobras é jogar fora um futuro próspero em nome do lucro de poucos.

Governos inteligentes não fazem isso. O governo brasileiro está fazendo…

 

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