Para sair da crise, investimento nas empresas estatais será fundamental

InvestiremEstataisMelhoraEconomiaPor mais que os setores ligados às elites (brasileiras e estrangeiras) tentem esconder a realidade, a verdade é que empresas estatais são importantes para fortalecer a economia de qualquer país.

Imagine que o Governo Federal decide que uma estatal, como a Petrobras, deve aumentar sua capacidade de refinar petróleo bruto.

Como consequência imediata haverá geração de empregos nas refinarias, que precisarão contratar mais pessoas qualificadas. Como a produção é maior, haverá necessidade de mais trabalhadores atuando no transporte de produtos e, consequentemente, mais demanda para setores como montadoras de veículos, peças para manutenção e o próprio setor de combustíveis.

Esse fluxo, no entanto, não é apenas uma “linha reta”.

Afinal, passamos a ter mais trabalhadores com maior poder de compra, e isso aumenta a demanda em determinados setores da economia.

Ou seja, agora, por meio do consumo, eles poderão fazer com que outros setores, que não estavam envolvidos nessa primeira “linha”, também passem a absorver maior demanda. Com isso, mais empregos são gerados em outras áreas, novas empresas são criadas, as arrecadações de estados, municípios e do próprio Governo Federal aumentam e há mais recursos para políticas públicas que beneficiam todo o conjunto da população.

Fora isso, estatais também podem dar preferência a fornecedores nacionais, comprando peças, insumos, equipamentos e contratando mão de obra de empresas brasileiras (era o que acontecia até 2016, com a política chamada de “conteúdo local”).

É a “roda da economia” girando, o que só aconteceu graças ao papel das estatais.

A partir de uma política de investimento em determinada atividade da empresa, diversos outros setores da economia se movimentam e garantem emprego e renda aos brasileiros.

Empresas estatais não têm compromisso exclusivo com a geração de lucro e podem atuar como indutoras do crescimento econômico de um país.

As estatais e a economia pós-pandemia

A pandemia de Covid-19 e as (necessárias) medidas de isolamento social impactaram diretamente as atividades econômicas ao redor do mundo. Comércios ficaram fechados, indústrias tiveram que reduzir investimentos e cortar postos de trabalho.

Agora, com a vacinação avançando em muitos países (o que não é o caso do Brasil, já que o presidente Jair Bolsonaro recusou a compra de imunizantes ao menos 11 vezes em 2020), discute-se diversas alternativas para a retomada do crescimento econômico.

E, por enquanto, o que se vê é praticamente uma unanimidade entre as nações: a opção pelo investimento público e a ampliação do papel do Estado na economia para garantir a superação da crise. Pacotes econômicos de incentivos e grandes programas de crédito com dinheiro público são os financiadores desse processo como temos visto, por exemplo, nos Estados Unidos, que apresentou um pacote de US$ 2,3 trilhões (equivalente a quase R$ 13 trilhões, mais do que o PIB brasileiro).

No Brasil não pode ser diferente. O poder público e as empresas estatais devem ter um papel preponderante na retomada do crescimento econômico no cenário pós-pandemia.

Afinal, como vimos no exemplo, a ampliação de investimento público nas empresas estatais induz, também, o investimento privado para atender às novas demandas.

Distorções

Nos últimos anos, os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro apostaram justamente no contrário. Devotos de um projeto de redução do papel do Estado, para privilegiar os interesses empresariais, eles começaram a aplicar um programa de enfraquecimento das estatais no país.

A principal tática para manter esse discurso “em pé” é apelar para distorções sobre as empresas públicas, primeiro dizendo que elas não dão lucros. É uma grande mentira. Em 2019, por exemplo, as estatais federais registraram lucro de R$ 109 bilhões (mesmo não sendo seu objetivo principal).

Além de movimentar a economia, as estatais oferecem serviços essenciais à população, promovem desenvolvimento e ainda podem usar parte de sua lucratividade diretamente em benefício do país, investindo em pesquisas e projetos de interesse público.

E os recursos arrecadados também são fundamentais para a promoção de políticas públicas em todas as esferas.

A ideia do “privatiza tudo” não vai ajudar o Brasil a sair da crise (que já era realidade muito antes da pandemia). Pelo contrário, só vai contribuir para uma retomada mais lenta, prolongando o sofrimento da população.

Superar a crise passa pelo fortalecimento e crescimento das estatais.

 

Fonte: Petrobras É do Povo

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