Política do governo para a Petrobras faz o Brasil voltar a ser colônia

O processo de colonização ocorreu no mundo principalmente entre os séculos XV e XIX, quando países como Portugal, Espanha, Inglaterra e França partiram em busca de novas terras para explorar, chamadas de colônias.

Elas foram usadas para servir apenas para que a potência dominante enriquecesse e se desenvolvesse às custas do povo explorado e da riqueza saqueada.

No passado, o Brasil produzia para fornecer matérias-primas (açúcar, algodão, tabaco, café) para o comércio dos países europeus. Por conta desta exploração, países que foram colonizados herdaram um grande atraso socioeconômico que reflete até hoje, enquanto as metrópoles se tornaram grandes potências mundiais.

No Brasil de 2020, O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, não fazem a mínima questão de esconder que governam o país privilegiando os interesses do capital estrangeiro. Se dizem patriotas, mas entregam nossas riquezas sem o menor constrangimento. O setor de petróleo é um grande exemplo disso.

 

Exportar petróleo e comprar combustível de refinaria gringa

Desde que assumiu no começo de 2019, o Governo Bolsonaro privilegiou a extração e venda de petróleo cru, optando por comprar combustível refinado de outros países e deixando de investir no refino nacional.

A Petrobras anunciou recentemente que as vendas de petróleo da empresa no mercado brasileiro cairão para 1,252 milhão de barris por dia nos próximos cinco anos, contra uma média de 1,348 milhão de barris por dia entre 2015 e 2019, à medida em que a companhia vende refinarias e exporta parte do óleo que antes era destinado ao refino nacional.

Além disso, com a venda de diversos campos, a Petrobras vai regredir e extrair 600 mil barris a menos por dia em relação ao que é extraído hoje.

De outro lado, a Petrobras projetou aumento na sua exportação de petróleo para 891 mil barris por dia (bpd) no período de 2021 a 2025, ante média de 445 mil bpd entre 2015 e 2019, em momento em que reforça investimentos nos produtivos campos do Pré-sal. Essas informações estão no plano de negócios plurianual da Petrobras.

Para piorar a situação, recentemente a estatal colocou à venda 8 de suas 13 refinarias, claramente abrindo mão do refino.

E diretores da Petrobras já afirmaram que as empresas que ficarem com as refinarias não comprarão óleo aqui no Brasil, privilegiando outras fontes!

O governo alega que é mais caro refinar no Brasil que no exterior. No entanto, números vindos da própria Petrobras mostram que o custo do refino do barril de petróleo dentro do Brasil era próximo aos US$ 2, enquanto nas sucursais estrangeiras da própria empresa estava em US$ 3, custo 50% maior.

Enquanto as maiores empresas petrolíferas do mundo (privadas ou estatais) estão ampliando seu refino e diversificando sua atuação (para não ficar refém de apenas um produto), o governo brasileiro está reduzindo a Petrobras a uma mera extratora e vendedora de petróleo cru.

 

Investir no refino gera desenvolvimento

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Federal Rio de Janeiro (UFRJ) concluiu que a operação das 13 refinarias da Petrobras a plena carga resultaria em um efeito positivo sobre o PIB nacional, superior a R$ 3,6 bilhões! Além disso, diminuiria a inflação em diversos setores essenciais ao país (redução de 2,04% nos transportes, 0,54% em alimentos e bebidas, 0,62% na agropecuária, dentre outros).

 As refinarias têm papel fundamental no desenvolvimento regional no país, pois geram emprego e renda nas regiões onde estão instaladas. Os impostos recolhidos resultam em mais recursos para investimentos em saúde, educação, segurança, infraestrutura e muito mais. Abrir mão das refinarias é um erro pelo qual o país vai pagar lá na frente.

O Brasil precisa se desenvolver, e não voltar a ser mera colônia de outras potências.

 

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