Por que o Bolsocaro está pesando na vida dos brasileiros?

Certamente você já percebeu que, a cada dia que passa, tudo fica mais caro: dos combustíveis à alimentação. Com um governo sem rumo, que não conseguiu apresentar um projeto de nação, a situação dos brasileiros vai piorando a cada dia.

Um nome se popularizou para isso: Bolsocaro.

Talvez você não saiba, mas os diferentes setores econômicos estão interligados por uma política que começou no governo de Michel Temer e é mantida pelo governo de Jair Bolsonaro: o preço de paridade de importação (PPI) do petróleo.

Continue a leitura para entender a relação do PPI com o custo de vida dos brasileiros, como ele impacta no orçamento de famílias em todo o país e como o governo poderia resolver essa situação (se Bolsonaro quisesse).

 

O que é PPI?

A política do preço de paridade de importação (PPI) foi adotada em 2016 e segue dois princípios básicos:

  1. Baseia-se nos preços internacionais do petróleo, que são frequentemente alterados por conflitos entre países produtores, mudanças climáticas e muitas outras questões que não estão necessariamente ligadas à realidade brasileira; e
  2. Acompanha as variações do dólar – o que é péssimo para o Brasil, já que nossa moeda, o Real (R$), está fortemente desvalorizada (por causa dos erros constantes e da péssima imagem do governo brasileiro no exterior) e o dólar nunca esteve tão alto.

A instabilidade do PPI faz com que os preços dos combustíveis sejam constantemente reajustados.

Na prática, o PPI é um valor mínimo para o preço de venda dos combustíveis vendidos pela Petrobras nas refinarias.

Isso se torna abusivo para os trabalhadores brasileiros porque nosso salário é em Real, mas os preços que pagamos na gasolina, no diesel e no gás de cozinha são baseados no dólar.

Antes do PPI, a Petrobras controlava os preços dos derivados de petróleo, suavizando o impacto das variações internacionais.

Agora, se o governo não aplica integralmente o PPI, a concorrência, a velha mídia e os representantes dos acionistas reclamam do “desconto” da Petrobras. Mas por que eles esperneiam?

– Os acionistas não estão nem um pouco preocupados com o papel social da Petrobras, querem é mais lucro a qualquer custo (topam também as privatizações).

– A concorrência, obviamente, não quer que a Petrobras segure os aumentos e regule os preços, porque isso força essas outras empresas a reduzirem também os preços (e suas margens de lucro).

– A velha mídia representa os interesses desses dois grupos (acionistas e concorrência) que são, muitas vezes, anunciantes/patrocinadores (ou possuem participação em conglomerados de mídia).

 Com a política de Temer e Bolsonaro, o custo de vida no Brasil encarece. Mas, qual é a relação de tudo isso?

 

O transporte rodoviário

No Brasil, 58% do transporte é feito nas rodovias (cargas e passageiros). Cerca de 82% dos produtos são transportados por caminhões. E 75% da produção nacional depende da malha rodoviária.

Ou seja, o transporte rodoviário é o mais utilizado no país. Então, quando o preço dos combustíveis sobe, tudo fica mais caro.

Para piorar, a nova política de preços prioriza o mercado financeiro, e não a renda da população.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre julho de 2017 e janeiro de 2021, o preço do barril do petróleo acumulou 15,40% em reajustes. Porém, nas refinarias da Petrobras o diesel subiu 42,64% e a gasolina aumentou 59,67%.

O gás de cozinha encareceu 130,79% – cerca de oito vezes mais que a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período (15,02%) – e obrigou muitas famílias a abandonar o botijão e cozinhar com lenha.

 

É possível mudar essa situação?

Sim! Basta o Governo Federal querer.

Todavia, a proposta de Bolsonaro de reduzir a cobrança de impostos (que impacta nos preços finais) não é a solução: os preços ainda estarão ligados ao mercado internacional, e a medida prejudicará áreas essenciais que dependem do orçamento público (como a Saúde, Educação e Segurança, por exemplo).

Vender refinarias também vai piorar o problema: o país passará a importar mais refinados para atender a demanda interna, e eles chegarão encarecidos pelo PPI e por tarifas de importação (frete marítimo, taxas portuárias etc.). Além disso, empresas estrangeiras colocarão as mãos em nosso patrimônio e aplicarão preços ainda mais caros.

O único jeito de respeitar o bolso dos brasileiros e abolir os preços abusivos do gás de cozinha e dos combustíveis é acabando com o preço de paridade de importação (PPI).

O PPI é um problema que começa lá fora e encarece nossa vida aqui no Brasil. Ele deve ser substituído por uma política justa, que se baseie nas condições do povo e contribua para o nosso desenvolvimento social e econômico.

Com a Petrobras de volta ao controle de preços, isso é mais que possível: é realidade e uma vida melhor para todos nós!

Defenda essa causa conosco: é Petrobras, é do povo, é Brasil!

 

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