Sonhos dos habitantes de Mariana-MG foram soterrados pela ganância da iniciativa privada

No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, de propriedade da empresa privada Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, rompeu e despejou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro ao longo de toda a bacia do Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico.

A lama tóxica que destruiu as comunidades centenárias em Minas Gerais matou 19 pessoas, contaminou 663km do Rio Doce e condenou aproximadamente 700 mil pessoas, de 43 municípios, ao empobrecimento pelo impacto aos seus modos de vida.

Até agora, nenhuma das empresas ou responsáveis foram efetivamente punidos pelo caso, que já corre como crime de inundação, e não de homicídio ou lesão corporal, o que impede o julgamento de ir a júri popular.

Passada aquela grande onda, as vidas de centenas de milhares de pessoas continuaram sendo impactadas diariamente por ondas menores, mas persistentes, de descaso e desmandos das empresas que cometeram o crime até hoje sem julgamento.

 

Atrasos

O atraso nas obras de construção de novas comunidades para quem vivia nos três distritos completamente destruídos pelo mar de lama: Bento Ribeiro, Paracatu de Baixo e Gesteira, segue sem solução e com pouca esperança de uma rápida solução.

Primeiro, a Fundação Renova – criada pelas empresas para gerir os recursos destinados à reparação dos danos do crime – disse que tudo estaria pronto em março de 2019. Não aconteceu. A segunda data descumprida foi agosto deste ano – agora, com a desculpa da pandemia. O prazo atual é fevereiro de 2021. Quem acompanha de perto as obras duvida, já que em dois reassentamentos só foi concluída a terraplanagem dos terrenos. Enquanto isso, 342 famílias seguem sem reparação.

 

Ineficiência privada

Aqueles que tentam justificar as privatizações louvando a “eficiência” do setor privado no Brasil parecem desconhecer o sofrimento das famílias de Mariana. Há casos em que a previsão da entrega das obras é para 2024, ou seja: 9 anos após o desastre!

Se a tão falada “eficiência” do setor privado fosse real, acidentes como Mariana, Brumadinho, e até mesmo o apagão do Amapá não teriam acontecido. O que existe é ganância e despreparo que custam vidas.

Enquanto a Vale era estatal, nunca ocorreu nada parecido em suas operações (porque as estatais priorizam as pessoas e o meio ambiente). Depois de privatizada, os gestores reduziram as medidas de segurança para reduzir gastos (e aumentar os lucros).

A mineradora, somada com a Samarco, acumula R$ 45 bilhões em dívidas tributárias com a União. Apenas para fins de comparação, o investimento do governo federal para custear todo o programa Bolsa Família durante o ano de 2019 foi de menos de R$ 30 bilhões.

A ganância dessas empresas também tira dinheiro do bolso do contribuinte para virar lucro para os acionistas!

 

Petrobras estatal, segurança para todos

A Petrobras é uma empresa que investe na segurança de toda sua operação, com medidas para manter equilíbrio ambiental e o aperfeiçoamento das rotinas de trabalho, visando a racionalidade do uso de recursos, a busca por energias renováveis e por eficácia energética, para reduzir a poluição.

Sendo estatal, ela tem como dever prevenir os riscos e reduzir os impactos causados pela exploração do petróleo e gás – atividades que, naturalmente, oferecem perigos ao meio-ambiente.

Proteger a vida é uma missão da Petrobras porque ela é estatal. Se a Vale não tivesse sido privatizada, iria priorizar a vida também.

 

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